AWS Community Day BH: desenvolvimento seguro com Kiro e AWS Security Agent

O que eu apresentei sobre Kiro e AWS Security Agent no AWS Community Day Sudeste, em BH, e por que a conversa da comunidade sobre IA agora passa por segurança.

Cloud AWS · Publicado em 22 de agosto de 2026 · Por Dan Rezende · 5 min de leitura

No dia 22 de agosto eu palestrei no AWS Community Day Brasil, edição Sudeste, em Belo Horizonte, falando sobre segurança na era do desenvolvimento com IA, com Kiro e AWS Security Agent na prática. Trinta minutos no palco principal, e o que ficou comigo depois foi a plateia.

O AWS Security Agent quase ninguém na sala conhecia. O Kiro, que já tem bem mais tempo de estrada e bem mais barulho em volta, menos da metade das pessoas conhecia de fato. Aqui eu falo de conhecer, de saber o que a ferramenta faz, porque quem já usa em produção seria um número bem menor. Isso numa sala de Community Day, com gente que tirou o sábado pra falar de AWS.

Dan Rezende no palco do AWS Community Day Sudeste, ao lado do banner do evento
Palco 1 do Community Day Sudeste, em Belo Horizonte.

A leitura fácil aí é dizer que a comunidade está atrasada, e eu acho que é o contrário. A adoção dessas duas ferramentas está no comecinho, então quem senta pra estudar agora consegue uma vantagem de tempo que quase nunca aparece num assunto que já tem tanta gente falando.

O assunto do corredor mudou

O intervalo rendeu tanto quanto o palco.

Quem frequenta Community Day há alguns anos sabe qual era a conversa padrão de corredor, que era adoção de nuvem: quem já tinha migrado, quem estava no meio do caminho, quem ainda estava tentando convencer a diretoria a sair do data center. Era esse assunto que se repetia de roda em roda, com variações.

Roda de conversa no corredor do evento durante o intervalo
O intervalo, que é onde a conversa mais rendeu.

Em BH o papo era outro, e foi consistente com quase todo mundo com quem eu falei, palestrante ou participante. As pessoas estavam contando como a IA está acelerando o resultado dentro da empresa delas, o que mudou de verdade no fluxo do time, e principalmente onde a coisa emperra. Migração para a nuvem virou pressuposto, ninguém gasta mais um café discutindo isso.

E essa conversa desemboca sempre no mesmo lugar, que era justamente o tema que eu tinha levado pro palco. As pessoas conseguem gerar muito mais código, muito mais rápido, e não conseguem dizer com segurança o que foi que entrou no repositório. Segurança continua sendo a maior preocupação diante da velocidade que a IA deu para os times, e isso apareceu tanto nas perguntas depois da talk quanto nas conversas de café.

O paradoxo que eu levei pro palco

O número que abre a minha apresentação é esse: times que adotam IA no desenvolvimento fazem cerca de 4 vezes mais commits e chegam a 10 vezes mais achados de segurança no código.

A IA escreve muito mais código no mesmo prazo, enquanto a esteira de revisão continua exatamente do tamanho que era antes. A fila de vulnerabilidade não se resolve sozinha, ela reinicia a cada ciclo, e é isso que faz o time sentir que corre mais e entrega com menos confiança.

Antes que alguém pense que dá pra resolver isso trocando por um modelo maior, o levantamento da Veracode aponta que 45% do código gerado por IA ainda sai vulnerável. O gargalo está em ninguém ter colocado um portão de segurança que acompanhe a nova velocidade.

Plateia acompanhando uma sessão no auditório do evento
A sala do Palco 1 durante o evento.

Foi aí que entrou a parte prática da talk. O Kiro trabalha a partir de uma spec em vez de adivinhar a próxima linha, e dá pra colocar as regras de segurança da sua empresa dentro do próprio steering, de modo que o padrão vira contexto do agente em vez de virar comentário de code review depois que o estrago já está feito. O AWS Security Agent cuida do outro lado, entendendo o contexto da aplicação inteira antes de apontar problema, com code review, threat model no modelo STRIDE e pentest sob demanda dentro da sua própria conta AWS.

O que eu levei de volta pra casa

Quase toda empresa hoje já tem alguém usando IA, quase sempre por iniciativa individual, cada pessoa com a sua ferramenta, sem padrão nenhum e sem ninguém conseguindo apontar o que aquilo mudou na entrega. Isso cria uma sensação ruim, porque parece que o assunto está resolvido enquanto o risco cresce e o ganho não aparece em canto nenhum.

O que move o ponteiro de uma empresa é o time inteiro trabalhando com IA dentro da própria conta AWS, com infraestrutura como código gerada de verdade, ambiente subindo em horas e automação que estava parada há dois anos finalmente saindo do papel. Isso exige padrão e alguém puxando a conversa dentro de casa, que é bem diferente de liberar uma licença por pessoa e esperar o resultado aparecer.

Por causa disso eu voltei de BH e montei uma coisa que não estava no meu planejamento: uma hora de conversa gratuita, comigo, pra quem quiser olhar como a IA está entrando na sua empresa hoje e se Kiro e AWS Security Agent fazem sentido no seu caso. É um bate-papo técnico sobre o seu cenário, e no fim eu te mando um resumo por e-mail com o que eu recomendaria fazer nos próximos 30 dias.

Se isso te interessa, os detalhes e os horários estão em cloudfaster.com.br/diagnostico-ia-com-kiro.

Participantes do AWS Community Day Sudeste posando com a bandeira do Brasil
A foto oficial no fim do dia.

Fica o meu obrigado à organização do Community Day Sudeste pelo convite e pela condução do evento. Essa talk ainda tem duas paradas neste ano, Curitiba em setembro e Belém em outubro, então se você não estava em BH ainda dá tempo. 🚀